Rodar 1.000 km na cidade custa cerca de R$ 98 de energia num carro elétrico como o BYD Dolphin Mini, contra algo entre R$ 470 e R$ 480 num hatch flex 1.0 como o VW Polo Track. Um carro híbrido plug-in flex, como o BYD Atto 2 DM-i, fica no meio do caminho — e o valor final depende quase todo de quanto o dono recarrega a bateria na tomada. O BR-Elétricos fez a conta com os consumos oficiais do Inmetro e os preços médios de combustível e energia de setembro de 2026.
A conta, lado a lado
| Carro e energia | Consumo urbano | Gasto em 1.000 km | Custo por km |
|---|---|---|---|
| BYD Dolphin Mini GL (elétrico) | 0,108 kWh/km (0,39 MJ/km, Inmetro) | R$ 97,50 | R$ 0,10 |
| BYD Atto 2 DM-i GS — só combustível, etanol | 11,8 km/l | R$ 373,47 | R$ 0,37 |
| BYD Atto 2 DM-i GS — só combustível, gasolina | 15,5 km/l | R$ 420,52 | R$ 0,42 |
| VW Polo Track 1.0 (flex) — etanol | 9,4 km/l | R$ 468,83 | R$ 0,47 |
| VW Polo Track 1.0 (flex) — gasolina | 13,7 km/l | R$ 475,77 | R$ 0,48 |
Premissas: gasolina a R$ 6,518/l e etanol a R$ 4,407/l (médias nacionais da ANP, semana de 13 a 19/09/2026); energia a R$ 0,90/kWh (valor médio de referência para tarifa residencial com impostos — a sua conta pode ser maior ou menor). Consumos urbanos oficiais do Inmetro/PBEV. Atto 2 considerado no modo híbrido, sem recarga na tomada.
Em números redondos, o carro elétrico gasta um quinto do que gasta o flex para rodar a mesma distância na cidade. Em 12 mil km por ano — uma quilometragem comum para quem usa o carro todo dia —, a diferença de energia entre o Dolphin Mini (R$ 1.170) e o Polo Track a gasolina (R$ 5.709) passa de R$ 4.500 no ano.
O híbrido plug-in depende da tomada
A linha do Atto 2 na tabela mostra o pior caso para um híbrido plug-in: rodar sem nunca carregar a bateria. Mesmo assim, ele gasta menos que o flex 1.0, graças ao sistema DM-i, em que o motor a combustão trabalha como gerador na maior parte do tempo. Mas o ganho grande aparece quando o dono recarrega em casa.
O Atto 2 GS tem bateria de 18 kWh e autonomia elétrica de 75 km no Inmetro. Numa estimativa do BR-Elétricos — que divide a bateria pela autonomia oficial e, por isso, tende a exagerar um pouco o consumo —, rodar no modo elétrico sai por algo em torno de R$ 0,22 por km. Num uso em que 70% dos quilômetros saem da bateria e 30% do etanol, os 1.000 km custariam cerca de R$ 263 — ainda mais que o dobro do elétrico, mas perto da metade do flex.

Onde a conta muda
Tarifa de energia. O custo do elétrico acompanha a conta de luz. Com tarifa de R$ 0,70/kWh, os 1.000 km do Dolphin Mini saem por cerca de R$ 76; com R$ 1,10/kWh, por R$ 119. Mesmo no cenário mais caro, fica em cerca de um quarto do custo do flex.
Recarga fora de casa. Em carregadores rápidos pagos, o kWh pode custar duas ou três vezes a tarifa residencial. Quem depende só da rede pública paga bem mais por km — ainda assim, normalmente abaixo da gasolina.
Estrada. Os números acima são de uso urbano, onde elétricos e híbridos rendem mais. Na estrada, o consumo do elétrico sobe e o do flex melhora, e a diferença diminui.
Etanol ou gasolina. No Polo Track, o etanol compensa sempre que custar menos de cerca de 69% do preço da gasolina. Na média nacional da semana, a relação estava em 68% — praticamente um empate (R$ 0,47 contra R$ 0,48 por km). Na sua cidade, a conta pode pender para um lado ou outro.
O que a conta não mostra
Energia é só uma parte do custo de ter um carro. O preço de compra pesa mais: o Dolphin Mini custa a partir de R$ 118.990, o Atto 2 DM-i Flex a partir de R$ 149.990, e um flex 1.0 de entrada custa bem menos. Entram também seguro, IPVA — que tem isenção ou desconto para elétricos em vários estados —, revisões e desvalorização. Com base nos números de energia, quem roda muito recupera mais rápido a diferença de preço de um carro elétrico; quem roda pouco pode levar anos para recuperar. Para ver em quais perfis a troca compensa, vale ler em quais situações o carro elétrico compensa e a nossa análise sobre o que falta para termos elétrico abaixo de R$ 100 mil.
Perguntas frequentes
Quanto custa rodar 1.000 km com um carro elétrico?
Com um carro elétrico eficiente como o BYD Dolphin Mini, cerca de R$ 98 em uso urbano, considerando energia a R$ 0,90/kWh e o consumo oficial do Inmetro. O valor muda conforme a tarifa da sua distribuidora.
Quanto custa rodar 1.000 km com um carro flex?
Com um hatch 1.0 como o VW Polo Track em uso urbano, cerca de R$ 476 com gasolina ou R$ 469 com etanol, pelos preços médios nacionais da ANP da semana de 13 a 19 de setembro de 2026.
Carro híbrido plug-in é econômico sem recarregar?
É mais econômico que um flex 1.0 mesmo sem recarga: o Atto 2 DM-i GS gasta cerca de R$ 373 com etanol ou R$ 421 com gasolina a cada 1.000 km na cidade. Mas a maior economia aparece quando a bateria é carregada na tomada com frequência.
Carregar carro elétrico aumenta muito a conta de luz?
Rodando 1.000 km por mês na cidade, um Dolphin Mini consome cerca de 108 kWh, o que dá perto de R$ 98 a mais na conta, com tarifa de R$ 0,90/kWh.
Na estrada o carro elétrico continua compensando?
Continua mais barato por km, mas a diferença diminui: o consumo do elétrico sobe em velocidade constante alta, enquanto o carro a combustão fica mais eficiente na estrada do que na cidade.
Fontes consultadas: ANP, via Combustíveis ANP (preços médios nacionais da semana de 13 a 19/09/2026); Inmetro/PBEV, via Canal VE (consumo do Dolphin Mini), Guru dos Carros (consumo do Atto 2 DM-i Flex) e AutoPapo (consumo do Polo Track). Estimativas de custo calculadas pelo BR-Elétricos; consumo real varia com o modo de dirigir, o trânsito e o clima.
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