O BYD Dolphin Mini, o carro elétrico mais barato da marca, é o segundo automóvel mais emplacado do Brasil no parcial de setembro da Fenabrave, atrás apenas do Volkswagen Polo. Nos números mais recentes que consultamos em 1º de outubro, o Polo somava 9.954 unidades e o Dolphin Mini, 8.222: uma diferença de 1.732 carros. O balanço fechado do mês ainda não tinha saído nas fontes que olhamos, então os valores abaixo podem mudar.
O resultado chama atenção porque o Polo é um hatch a combustão tradicional, enquanto o Dolphin Mini é um carro elétrico que custa mais na tabela, mas já briga no mesmo ranking. Neste texto comparamos os dois lado a lado e mostramos o que pesa de verdade na hora de escolher.
Dolphin Mini vs Polo: os números de setembro
Reunimos dois levantamentos do ranking parcial da Fenabrave publicados em datas diferentes. Nos dois, a ordem é a mesma: Polo, Dolphin Mini e Volkswagen T-Cross.
| Modelo | Parcial até 28/09 (Sou Brasília) | Parcial mais recente (O Tempo, 1º/10) |
|---|---|---|
| Volkswagen Polo | 9.236 | 9.954 |
| BYD Dolphin Mini | 7.866 | 8.222 |
| Volkswagen T-Cross | 7.400 | 7.769 |
Fontes: Fenabrave, via Sou Brasília (consulta de 28/09) e O Tempo (publicada em 1º/10). Atenção: o texto do O Tempo cita dados até 28 de setembro, mas a nota de fonte da própria tabela cita 29 de setembro, e as fontes divergem sobre o recorte (só varejo ou todos os canais). Por isso tratamos os números como parciais, não como resultado final.
Entre os dois levantamentos, a diferença para o Polo subiu de 1.370 para 1.732 unidades. Já o Dolphin Mini se manteve à frente do T-Cross por cerca de 450 carros nas duas fotografias. Outro ponto: segundo o Itatiaia, o Dolphin Mini fechou agosto com 8.299 emplacamentos, o que o deixa a apenas 77 unidades de repetir o volume de agosto com o parcial de setembro. O recorte pode variar entre as fontes, mas o Dolphin Mini parece caminhar para um mês parecido com o anterior.
Na nossa análise, o dado mais importante não é a posição, e sim o contexto: em setembro de 2025, nenhuma marca chinesa aparecia entre os 20 primeiros do mesmo relatório da Fenabrave, segundo o Sou Brasília. No parcial de setembro de 2026, são cinco modelos de marcas chinesas nesse grupo. Entre os carros híbridos, o GWM Haval H6 aparece em 8º no parcial do O Tempo, com 5.135 unidades. Para ver como a BYD disputa o ranking de marcas, leia BYD vs Chevrolet: BYD deve superar a GM em setembro.
Dolphin Mini vs Polo lado a lado
| Item | BYD Dolphin Mini | Volkswagen Polo |
|---|---|---|
| Tipo | Carro elétrico | Hatch a combustão (flex) |
| Preço de tabela | R$ 119.990 (versão GS) | R$ 96.690 a R$ 138.690, conforme a versão |
| Motor | Elétrico de 75 cv, bateria de 38 kWh | 1.0 flex de 84 cv (etanol) ou 1.0 turbo de 116 cv (etanol) |
| Autonomia | 280 km (Inmetro) | Depende do tanque e do consumo da versão |
| Comprimento | 3,78 m | 4,07 m |
| Porta-malas | 230 litros | 300 litros |
Preços e fichas consultados em 1º/10/2026 nas fontes listadas ao final. Os preços de tabela variam por região, versão e promoção, e as tabelas que consultamos não coincidem entre si; confirme o valor final na concessionária.
Preço de compra e conta do dia a dia
Na tabela, o Polo de entrada custa menos que o Dolphin Mini. A diferença diminui nas versões mais completas do Polo, que passam de R$ 130 mil. O Dolphin Mini, por outro lado, já traz tração elétrica, câmera 360° e seis airbags na versão GS, segundo a análise do Verificar Auto.
A conta do dia a dia é o que pode mudar o resultado. Pelos números do Inmetro (280 km com 38 kWh), o Dolphin Mini faz cerca de 7,4 km por kWh. Isso significa que, a cada R$ 1,00 pago pelo kWh, o custo fica perto de R$ 0,14 por km. Para comparar com o Polo, pegue o consumo da versão que você quer na tabela do Inmetro e divida o preço do litro de gasolina ou etanol por esse número. Quem recarrega em casa, de preferência com um wallbox, costuma sentir mais a diferença. Quem depende de recarga rápida na rua perde parte da vantagem.
Para quem cada um faz mais sentido
O Dolphin Mini serve melhor para quem roda na cidade, tem onde recarregar e quer o menor custo por km. A autonomia de 280 km pelo Inmetro cobre a rotina urbana, mas cai bastante em estrada, e o porta-malas de 230 litros é o mais apertado dos dois. O Polo ganha em espaço, em versatilidade para viagem e em quem não quer depender de ponto de recarga.
Um detalhe que explica o desempenho do Dolphin Mini: ele é montado pela BYD em Camaçari (BA), o que ajuda a evitar o efeito do imposto de importação de 35% sobre carro elétrico importado, como explicamos em Geely EX2 vs Dolphin Mini: vendas do EX2 caem 64% em setembro. E se você ainda está comparando outros hatches elétricos de entrada, veja também MG4 Urban vs Geely EX2 vs GAC Aion UT.
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Perguntas frequentes
O Dolphin Mini vende mais que o Polo?
Não no parcial de setembro. Nos números mais recentes que consultamos, o Polo somava 9.954 unidades e o Dolphin Mini, 8.222. O resultado final do mês será divulgado pela Fenabrave.
Quanto custa o BYD Dolphin Mini?
A versão GS tem preço de tabela de R$ 119.990, segundo as fontes que consultamos. O valor pode variar por região e promoção, então confirme na concessionária.
Qual a autonomia do Dolphin Mini?
O Inmetro indica 280 km com a bateria de 38 kWh. No uso real, a autonomia muda com velocidade, ar-condicionado e tipo de trajeto, e costuma cair na estrada.
O Polo é carro elétrico ou carro híbrido?
Nenhum dos dois. O Polo é um hatch a combustão com motor 1.0 flex. O Dolphin Mini é um carro elétrico, e o carro híbrido é outra categoria, que combina motor a combustão e elétrico.
Fontes consultadas: O Tempo — carros mais vendidos em setembro de 2026, Sou Brasília — Polo lidera setembro e cinco marcas chinesas no top 20, Itatiaia — BYD bate recorde em agosto, Autoo — BYD Dolphin Mini 2026, Verificar Auto — Dolphin Mini 2026 e Webmotors — Volkswagen Polo 2026.
Orlando Silva é administrador de empresas e jornalista, com MBA em Gestão de Negócios, MBA em Gestão de Pessoas e especialização em gestão financeira pela FGV. Foi diretor regional da Leroy Merlin, já esteve em mais de 30 países e fez mais de dez viagens à China desde 2016, com visitas a fábricas de montadoras. É fundador e editor responsável do BR-Elétricos.
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